16 de dezembro de 2013

10 de junho de 2013

Poema Divino

Pai nosso, que estás no céu, na terra, no fogo, na água e no ar. Pai nosso, que estás nas flores, no canto dos pássaros, no coração a pulsar; que estás na compaixão, na caridade, na paciência e no gesto de perdão.
 
Pai nosso, que estás em mim, que estás naquele que eu amo, naquele que me fere, naquele que busca a verdade. Pai nosso, que estás naquele que caminha comigo e naquele que já partiu, deixando-me a alma ferida pela saudade.
 
Santificado seja o Teu nome por tudo o que é belo, bom, justo e gracioso, por toda a harmonia da Criação. Sejas santificado por minha vida, pelas oportunidades tantas, por aquilo que sou, tenho e sinto e por me conduzir à perfeição.
 
Venha a nós o Teu reino de paz e justiça, fé e caridade, luz e amor. Reino que sou convocado a construir através da mansidão de espírito, reflexo da grandeza interior.
 
Seja feita a Tua vontade, ainda que minhas rogativas prezem mais o meu orgulho do que as minhas reais necessidades.
 
Ainda que muitas vezes eu não compreenda mais do que o silêncio em resposta às minhas preces, não te ouvindo assim dizer: Filho aguarda, tua é toda a eternidade.
 
 O pão nosso de cada dia me dá hoje e que eu possa dividi-lo com meu irmão. As condições materiais que ora tenho de nada servem se não me lembro de quem vive na aflição.
 
Pão do corpo, pão da alma, pão que é vida, verdade e luz. Pão que vem trazer alento e alegria: é o Evangelho de Jesus.
 
Perdoa as minhas ofensas, os meus erros, as minhas faltas. Perdoa quando se torna frio meu coração; quando permito que o mal se exteriorize na forma de agressão.
 
Que, mais do que falar, eu saiba ouvir. Que, ao invés de julgar, eu busque acolher. Que, não cultivando a violência, eu semeie a paz. Que, dizendo não às exigências em demasia, possa a todos agradecer.
 
Perdoa-me, assim como eu perdoar àqueles que me ofenderem, mesmo quando meu coração esteja ferido pelas amarguras e dissabores da ingratidão.
 
    Possa eu, Senhor da Vida, lembrar de que nenhuma mágoa é eterna e de que o único caminho que me torna sublime é a humilde estrada da reconciliação.
 
 Não me deixes cair nas tentações dos erros, vícios e egoísmo, que me tornam escravo de minha malevolência.
 
Antes, que Tua luz esteja sobre mim, iluminando-me, para que eu te encontre dentro de minh’alma, como parte que és de minha essência.
 
E livra-me de todo o mal, de toda violência, de todo infortúnio, de toda enfermidade. Livra-me de toda dor, de toda mágoa e de toda desilusão.
 
 Mas ainda assim, quando tais dificuldades se fizerem necessárias, que eu tenha força e coragem de dizer: Obrigado, Pai, por mais esta lição!
 
 Tudo o que nos cerca é poesia Divina. Há um traço de Deus em cada ser da Criação.
 
 Busquemos por Ele no desabrochar das flores, no correr das águas, no canto do vento, no cintilar das estrelas.
 
Mas, acima disso, busquemos por Ele em nosso interior. Basta que, por um instante, fechemos os olhos e O sintamos: lá Ele está, dando rima aos versos de nossas vidas...

Fonte: Imagem (Google), autor desconhecido

12 de fevereiro de 2013

“Por quê não vão ajudar crianças com fome?”

“Por quê não vão ajudar crianças com fome?” Questão interessante! 
Vamos ver se essa eu consigo responder de modo didático. (Texto escrito por Francisco José Papi em 13-04-2005)

1) Quem faz esta pergunta admite que existem dois tipos de pessoas no mundo: as Pessoas Que Ajudam e as Pessoas Que Não Ajudam.
Além disso, admite também que faz parte das Pessoas Que Não Ajudam, afinal, do contrário diria:
“Por que não me ajudam a defender as crianças com fome?”, ou “Venham defender comigo as crianças com fome!”,
ou “Não, obrigada, vou defender as crianças com fome”.
Então ela se coloca claramente através de sua escolha de palavras como uma Pessoa Que Não Ajuda.
É curioso a Pessoa Que Não Ajuda, não faz nenhum esforço para ajudar, mas, sim, para tentar dirigir as ações das Pessoas Que Ajudam.
É bastante interessante. Se eu fosse até sua casa organizar sua vida financeira sob a alegação de que eu sei muito mais sobre administração familiar eu estaria interferindo, mas ela se sente no direito de interferir nas ações que uma pessoa resolve tomar para aliviar os problemas que ela encontra ao seu redor.
É uma Pessoa Que Não Ajuda, mas ainda assim quer decidir quem merece ajuda das Pessoas Que Ajudam e o nome disso é “prepotência”.

2) Pessoas Que Ajudam nunca vão ajudar as “crianças com fome”. Nem tampouco os “velhos”, os “doentes” ou os “despossuídos”.
E sabe por que?
Porque “crianças com fome” ou “velhos” ou qualquer outro destes é abstrato demais. Não têm face, não são ninguém.
São figuras de retóricas de quem gosta de comentar sobre o estado do mundo atual enquanto beberica seu uisquezinho no conforto de sua casa.
Pessoas Que Ajudam agem em cima do que existe, do que elas podem ver, do que lhes chama atenção naquele momento.
Elas não ajudam “os velhos”, elas ajudam “os velhos do asilo X com 50,00 reais por mês”.
Elas não ajudam “as crianças com fome”, elas ajudam “as crianças do orfanato Y com a conta do supermercado”.
Elas não ajudam “os doentes”, elas ajudam o “Instituto da Doença Z com uma tarde por semana contando histórias aos pacientes”.
Pessoas Que Ajudam não ficam esperando esses seres vagos e difusos como as “crianças com fome” baterem na porta da sua casa e perguntar se elas podem lhe ajudar.
Pessoas Que Ajudam vão atrás de questões muito mais pontuais.
Pessoas Que Ajudam cobram das autoridades punição contra quem maltrata uma cadela indefesa sem motivo.
Pessoas Que Ajudam dão auxílio a um pai de família que perdeu o emprego e não tem como sustentar seus filhos por um tempo.
Pessoas Que Ajudam tiram satisfação de quem persegue uma velhinha no meio da rua.
Pessoas Que Ajudam dão aulas de graça para crianças de um bairro pobre.
Pessoas Que Ajudam levantam fundos para que alguém com uma doença rara possa ir se tratar no exterior.
Pessoas Que Ajudam não fogem da raia quando vêem QUALQUER COISA onde elas possam ser úteis.
Quem se preocupa com algo tão difuso e sem cara como as “crianças com fome” são as Pessoas Que Não Ajudam.

3) Pessoas Que Ajudam são incrivelmente multitarefa, ao contrário da preocupação que as Pessoas Que Não Ajudam manifestam a seu respeito.
(Preocupação até justificada porque, afinal, quem nunca faz nada realmente deve achar que é muito difícil fazer alguma coisa, quanto mais várias).
O fato de uma Pessoa Que Ajuda se preocupar com a punição de quem burlou a lei e torturou inutilmente um animal não significa que ela forçosamente comeu o cérebro de criancinhas no café da manhã.
Não existe uma disputa de facções entre Pessoas Que Ajudam, tipo “humanos versus animais”.
Geralmente as Pessoas Que Ajudam, até por estarem em menor número, ajudam várias causas ao mesmo tempo.
Elas vão onde precisam estar, portanto muitas das Pessoas Que Ajudam que acham importante fazer valer a lei no caso de maus-tratos a um animal são pessoas que ao mesmo tempo doam sangue, fazem trabalho voluntário, levantam fundos, são gentis com os menos privilegiados e batalham por condições melhores de vida para aqueles que não conseguem fazê-lo sozinhos.
Talvez você não saiba porque, afinal, as Pessoas Que Ajudam não saem alardeando por aí quando precisam de assinaturas para dobrar a pena para quem comete atrocidades contra animais, que estão fazendo todas estas outras coisas, quase que diariamente.
E acho que é por isso que você pensa que se elas estão lutando por uma causa que você “não curte”, elas não estão fazendo outras pequenas ou grandes ações para os diversos outros problemas que elas vêem no mundo.
Elas estão, sim. E se fazem ouvir como podem, porque sempre tem uma Pessoa Que Não Ajuda no meio para dar pitaco.
Então, como dizia meu avô, “muito ajuda quem não atrapalha”.
Porque a gente já tem muito trabalho ajudando pessoas e animais que precisam (algumas até poderiam ser chamadas tecnicamente de “crianças com fome”, se assim preferem os que não ajudam).

Escrito por Francisco José Papi em 13-04-2005

Este texto pode e deve ser reproduzido
Fonte: http://www.gatoverde.com.br/artigos/por-que-nao-ajudar-criancas/

Sobre a imagem do post: http://redpillversusbluepill.blogspot.com.br/2008/02/histria-de-briches.html

9 de fevereiro de 2013

Perdas...


Há pessoas que no término doloroso ou numa perda significativa na vida (trabalho, pessoa querida) reagem como malucos eufóricos que querem soluções imediatas como se nunca pudessem lidar com medos e frustrações na vida.

As crises ajudam as pessoas a encararem a vida sob outra perspectiva, menos autocentradas.

Tentar resolver tudo a qualquer custo a pretexto de não sofrer é só mais um sinal de que talvez surjam outras decepções no futuro relembrando que o ego vaidoso ainda grita por invencibilidade. 

Somos humanos e vulneráveis e parte do processo de amadurecimento passa por essas quebras inevitáveis da vida. Poucos realmente sobrevivem calmamente e contemplando a dor com sabedoria.


Fonte: Blog Sobre a Vida.

13 de janeiro de 2013

Tem Que Ser do Meu Jeito


Do meu jeito, do seu, dele, do outro, daquele! Assim costumamos fazer, uns mais, outros menos. É hábito já declarado transformarmos nossas relações em “queda de braço”. Insistimos em fazer prevalecer nossa opinião, como se fosse a mais importante e a única correta, mesmo que seja um engano, mas isto não importa muito na hora de impor, o que vale é defender a própria vontade. Quem tem mais poder de “grito” vence.
Tenho observado a linha do tempo de algumas pessoas mais afoitas neste sentido e percebo sua dureza de caráter, cegueira ética, e desastres pessoais. Andam doentes, infelizes, continuam teimosas, temerosas e na maioria das vezes solitárias, pois conseguiram afastar pessoas de seu convívio que desistiram de tentar um relacionamento, pelo menos amigável. E tudo isto por quê? Quiseram manter a soberania de suas vontades e não perceberam, pela inflexibilidade, o quanto destruíram e acima de tudo não aprenderam, continuam a cometer os mesmos erros, pois a dificuldade em perceber o outro não as permite enxergar que existem  formas diferentes de lidar com as mesmas questões, que é na diversidade que se constrói o todo. Perderam tempo, um tempo que ao se escassear limita cada vez mais as chances de transformação. A insistência em impor parece prender o indivíduo no seu vício de não discernir.
O que mais me chama a atenção é o poder de destruição desta posição radical. Toda vez que alguém defende com rigidez sua opinião é capaz de remover da frente qualquer atitude antagônica com violência e armações sem fim, não conseguindo absorver qualquer diferença permanece em seu embotamento.
A flexibilidade e a permeabilidade são meios capazes de levar ao aprimoramento constante. A paciência e a vontade de evoluir ainda são fundamentais para conseguirmos aprender e não nos deixarmos influenciar pelo radical, enquanto que a teimosia imperialista consome o tempo de vida. A dureza de pensar e sentir coloca qualquer um contrário a evolução.

Ala Voloshyn
http://alavoloshyn.blogspot.com.br/2013/01/tem-que-ser-do-meu-jeito.html




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